O centro escolar Sydhavnen estabeleceu pontes com Copenhaga, ligando-se fisicamente à cidade e organizando uma série de atividades que fomentam a participação e interação entre os estudantes e as suas famílias, e o público em geral.
Concebida pela firma JJW Architects, a escola quer contactar o seu ambiente através de diversos espaços localizados no rés-do-chão e no primeiro andar, destinados a trabalhos manuais, assim como salas de música e zonas de restauração, todos eles abertos ao público. Uma grande escada exterior serve de ponto de encontro que liga o centro escolar ao porto, que por sua vez se converte numa sala de aulas exterior adicional. Os pátios de recreio nos terraços fomentam ainda mais, se assim se pode dizer, a atividade e o movimento.
Tal como acontece com uma cidade, a escola tem diversos espaços públicos, semipúblicos e também privados, de diferentes alturas e tamanhos, aos quais se dão usos muito variados. Deste modo, o centro consegue responder às necessidades dos alunos de diferentes idades, mediante espaços para a convocatória de assembleias e o ensino, e zonas para o trabalho individual e em grupo.
A fachada como em histórias
Na fachada do edifício, os textos do poeta dinamarquês Hans Christian Andersen e o seu reflexo na água atraem a atenção dos estudantes e também do público. Os arquitetos colaboraram com o Grupo Rockpanel para determinarem a localização do texto e dos desenhos estampados em seda sobre as placas para fachadas Rockpanel Colours, personalizadas com as subtis cores do mar.
Na frente da fachada foram colocadas lâminas de alumínio que, dependendo do tempo, do ângulo de visão e da distância a que nos encontremos, conferem ao edifício um aspeto muito diferente. De acordo com as palavras do arquiteto Lars Lindeberg: “Mesmo que passe pela sua frente todos os dias, o exterior nunca parece o mesmo e oferece-lhe sempre uma nova imagem.”